quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

A Maldição de "Tranen van scorpio, Eros"... um pedido de socorro!


Diz uma história sem datas nem palavras (até esse momento), que existia um lugar perdido entre as águas do mar morto aonde haveria uma ilha donde só cresce uma pequenina árvore contorcida de muitos espinhos e folhas quase negras. Aos pés dessa árvore sobra espaço para mais duas pedras e uma bolinha de cristal levemente azulada do tamanho de um coco médio. Dentro dessa bolinha estaria um reino a muito esquecido, mas acredito que tudo tenha começado com o desaparecimento de um garoto, como pretendo relatar agora:
Em uma manhã na qual o sol prometia um doce aquecer sem irritar ou espantar seus admiradores, Koly que até então jamais sairá dos muros da grande fortaleza na qual vivia encontrou os portões abertos e dominado pela curiosidade saiu distraindo-se com as árvores e animais. Assim ele entra cada vez mais em uma mata misteriosa repleta de labirintos e armadilhas até não saber mais como voltar.
Desesperado em lágrimas procura em sua mente o que fazer, como fazer? E descobre que jamais conhecera outro mundo que não os da fortaleza aonde tudo tinha e tudo conseguia. Nesse momento ele se descobre só e humano sente um medo e uma felicidade. Um frio na espinha e uma curiosidade de criança que perdeu os pais, mas se entregou a imaginação (alucinações).
Quando a lua estava alta e extremamente brilhante o vento tratou de arrastá-lo para uma vasta área onde nada crescia, nada vivia com excessão de uma rosa no centro desse deserto de areias e rochas. Uma única rosa de cor bem viva e tamanho desproporcional, pois cada pétala era do tamanho de uma mão adulta.
Chegando perto o jovem percebe que no centro da flor havia um rosto encantador de uma jovem, parece mais com um anjo ou valquíria, ele pensa. O rosto o vê e sorri. Logo em seguida uma lágrima corre seus olhos e ela diz com uma voz quase inaudível e melódica: “Que bom que você chegou me sentia tão só”.
Koly não sabe o que dizer tudo é novidade para uma criança que em duas semanas completaria seis anos. E a rosa continuou: “Eu sei quem é você e como se sente sozinho prezo a um mundo que não controla. Não se preocupe eu cuidarei de você, lhe darei coisas que não compreenderá ainda, mas que muitos desejam sem saber”.
Ainda e desde o início o menino se mantinha em silêncio, nesse instante a flor começa exalar um odor que hipnotiza o jovem aventureiro. Ele passa a se sentir confortável como nos braços de sua mãe ainda quente do útero naquele dia em que tinha nascido.
Passado o tempo e o garotinho agora com 22anos a três dias de seu aniversário, até então vivendo apenas com a flor sem nenhum outro contato com seu mundo antigo avista perto de um riacho uma jovem de beleza exótica e temperamento selvagem. Seduzido pelo novo ele se entrega a nova experiência deixando tudo para traz.
Meses se passam e ele descobre um mundo novo, humano e carnal. Descobre a vergonha e a responsabilidade, as vontades e as barreiras, mas segue em frente. Não olha para traz, acredita estar no Valhalla até que em um dia, em meio a uma neblina intensa que o cercava quando ia a mata atrás de uma caça, o jovem mais uma vez se perde. Se encontrando conhecidentemente diante da clareira desértica e fúnebre da rosa que está ainda maior do que na última vez que a vira.
Um corpo até o umbigo da mais bela mulher (diríamos uma filha de Narciso) que os olhos de um mortal já viram. Ela ao vê-lo não contem as lágrimas que evaporam antes de cair ao chão. Com as mãos ela pede que ele se aproxime, deseja abraçá-lo mas não percebe que seu ódio fizera brotar do chão um escorpião vermelho e transparente feito um rubi. Antes que ela tivesse tempo de provar de seus lábios agora maduros o escorpião pica seu pé desnudo no chão.
O veneno é instantâneo chega ao coração e o disseca. A pele do jovem fica pálida e seu corpo transforma. Aonde antes ele podia sentir amor passa a sentir agora solidão. No lugar de amizade sente desejo, sensualidade coisificada.
Suas pernas e braços, todo seu corpo imediatamente fica preso a terra árida amaldiçoado por Éros que lhe concede vida eterna aprisionando-o a aquela localidade sem jamais amar e se sentir confortável.
Perdendo para sempre a sua rosa tão fiel e especial, que secou ao cair da primeira lágrima de Koly. Ainda sim quem procurá-lo pode encontrar essa ilha mas deve tomar muito cuidado com suas lágrimas que traduzem todo sentimento de dor insuportável aos humanos comuns.
Quando o rei soube da maldição, e que o jovem se tratava de seu filho, mergulhou seu reino nessa bola gélida de cristal levemente azul até que um amor poderoso o bastante possa fazer florescer uma rosa na árvore espinhosa que cresce tão perto das lágrimas do rosa assassinada e formaram o Mar Morto. Para que assim possam embalar o jovem que perdeu seu coração para o destino e libertá-lo dessa sina.
E eu, eu só conto essa história por ter sido mutuamente amaldiçoado. Dizem que a maldição se chama "tranen van scoripo, Éros", mas já faz tanto tempo que não me chamo Éros meu nome desde então é...

Um comentário:

× Aиgéli¢α Diαs. disse...

Noooooooossa.. demoreii pra lerr o post mais li... hihi

realmentee foi vc msm que escreveu?
puts.. escreve um Livro ai renan.. haha.. :P

amei o novo nome do Blog.. muito mais criativo..

;*