sábado, 19 de janeiro de 2013
Ricardo Guilherme Piloni - final
Ama-me menos, mas ama-me por mais tempo!
Agora que já terminou não é mais tempo de se fixar em onde ou não eu teria errado. A vida não será a mesma e os erros e pessoas também não serão. Embora fique um sentimento de lição aprendida a vida, como Milan Kundera já disse, não pode ser planejada, ela não passa de um rascunho que só pode ser escrito uma vez. Não dá para refazer, apenas fazer a partir do que sobrou.
Como me arrependo de não ter lido mais esse blog e visto que tudo se repete como em um inferno mecanicamente programado... Será que ainda existira um outro alguém único? O que vale a pena, resguardar o coração para a pureza adquirida pela dor, viver um ideal, ou ser alguém errante que continua se perdendo em amores possíveis? É sempre assim, um possível que nunca chega ao final real (entenda real como o ideal de casar, viver, envelhecer e morrer junto).
Nesse emaranhado de palavras, postagens e inúmeras imagens se encontra toda essência da “mistureba” que eu sou. Aprendo comigo mesmo e renasço das cinzas. Meu nome não significa apenas foca do francês, mas também tem conotação anglo-saxônica de renascer. O meu signo representa a transformação da morte e da ressurreição e meu orixá de cabeça é o que transita hora no lar, hora na mata (caçador solitário).
O interessante é que cada vez que meu drama se repete eu reinicio os ciclos de uma forma nova, cada dia tendo uma ponderação mais plaina sobre a forma de olhar e lidar com as situações.
Sinto muito, de verdade, por ter lhe causado dor e não poder atender as expectativas que obriguei você engolir. Não me tornei rei de mim mesmo, mas caminho dia a dia para dominar os meus dois gênios (o bom e o ruim). Queria que desse certo e que você também pudesse ver como eu vejo as coisas, mas nosso “carma” é diferente, fato que me leva a crer que por mais que eu pudesse manipular o destino e o resultado das coisas, não haveria meios de impedir que ocorresse o que ocorreu. Não por destino, mas porque a casualidade era inevitável nesse sentido. Nossas diferenças foram suficientemente fortes para destruir de ambos os lados toda possibilidade de ficarmos juntos mesmo diante de qualquer adversidade. Até mesmo um para sempre imaturo pode ser destruído quando o inconsciente domina.
Nessa fase presente eu busco me comparar muito a Macabéa do livro “A hora da estrela”. Em toda aquela ignorância parece existir algo de meigo e algo sábio que sempre escapa a ela. O espírito de Macabéa vive em mim e se não conseguir abrir meus olhos estarei preso a esse ciclo de erros. Com todos porém ainda sou feliz, pois estou vivo para viver mais um dia e você também vive em mim.
Vá ser feliz meu amor e serei feliz com as partes suas que sobraram em mim!
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Ricardo Guilherme Piloni part1
Eu posso ter mil e uma paixões, mas será sempre você o meu amor, é o que eu tenho de mais bonito, profundo, não é exagero se eu disser que daria a minha vida por você, é a verdade, por que a minha vida não faz mais sentido sem a sua. Eu te amo como nunca amei ninguém, eu já amei, mas é a primeira vez que é assim, incondicional, não tenho nada seu que possa chamar de meu, nada do que eu realmente queira. Houve um tempo em que eu me tornei obsessivo, houve um tempo em que pensei estar louco, mas esse tempo felizmente passou hoje eu tenho fixado cravado em mim esse sentimento que só eu sei a dimensão, e eu sei, é amor. Eu te amo de todas as formas que se possa amar uma pessoa, e não importa o tempo que passar, vai ser amor, talvez ele mude se transforme, mas será amor, lindo, e por ser amor, ele é livre, o meu maior conforto é a sua felicidade, eu não sei quando comecei a te amar assim, eu nem sabia que era amor, mas aconteceu, e eu me entreguei ao destino, tudo tem uma razão de ser, não vai ser em vão, eu sei. Eu vou estar aqui quando ninguém mais estiver, e você sabe disso, vou te deixar sem mim, e mesmo assim vou procurar saber como você está, como eu já disse, é amor, não importa se estou perto ou longe, se você me ama ou odeia, é, e sempre vai ser amor.
Há quem diga que tudo isso será esquecido, pois virará passado. E eu com a simplicidade que tenho afirmo que não concordo, pois passado por mais doloroso que seja um dia foi vivido e que eu saiba esse tal passado também faz parte da vida. Então não adianta querer dizer que esqueceu, que não existe mais ou que está tudo enterrado. Existe sim e você sempre vai carregar com você, na sua memória e no seu coração, tanto faz se é uma coisa boa ou ruim, faz parte de você e da sua vida e isso você nunca poderá mudar.
Ficar sem você é ter a noção do tempo e não saber preenchê-lo é perder a paz e conhecer a ausência de alguém presente. Ficar sem você, talvez seja o maior desafio pro meu coração, é ter necessidade de me manter acordado para a vida enquanto meu corpo adormece na sua ausência. Ficar sem você é tentar permanecer calado enquanto meu peito grita, é procurar respostas e não encontrar, é descobrir forças no infinito, é morrer de saudades a todo instante.
Meu amor eu não sei o que vai ser de mim sem você, meus dias e minhas noites estão ficando mais fria, com você longe de mim eu não sei mais o que é viver, você pode achar que eu estou falando da boca pra fora, mas não e não poxa, aprendi a gostar de você cara e agora o que será de mim? Hoje eu estou mais triste do que o normal, e amanhã como será? Não sei ainda, pode ser um dia normal, um dia-a-dia simples e sem graça ou quem sabe o acaso está preparando uma surpresa para mim enquanto durmo. Tenho medo de não ter lutado, de não ter sofrido o bastante por uma pessoa que sempre me deu valor, mas agora já é tarde, pois você está indo embora e quem sabe lá isso seja pra sempre, espero que não, espero que seja só uma burrada causada pela mãe de todas as burradas, a minha imaginação.
Só quero que você saiba que eu nunca vou te esquecer, e que eu te amo muito, muito mesmo menino, fica bem e não se esqueça de mim, pois eu sei que preenchi um lugar no seu coração e você também pode ter certeza que você tem um lugar completo no meu coração, te amo muito garoto, não se esqueça, eu falo e repito varias vezes pois eu não me canso de dizer essa verdade pra você, e agora eu sei o que é querer dar valor a coisas certas, pena ter aprendido somente agora que o perdi.
Quando estamos sozinhos, procurando inutilmente uma paixão ou alguém que pelo menos se encaixe naquilo que tanto esperamos de um amor perdemos tempo imaginando que ainda somos capazes de dizer ao coração quando é a hora certa de se apaixonar, ou por quem isso deve acontecer. Hoje sei que nada disso pode ser previsto, estamos sempre vulneráveis a sentimentos que surgem de repente e de que uma hora para a outra conseguem conquistar nossos corações e desfazer qualquer plano feito anteriormente. Foi isso que aconteceu, você chegou à minha vida, assim como uma brisa suave, e foi ocupando todo espaço de meu coração. Com seu jeitinho mesmo pouco carinhoso, seu sorriso que encanta e o brilho especial no seu olhar, foram motivos mais que suficientes para que eu me entregasse de corpo e alma a esse sentimento. Agora sei que nada estava perdido, e que tudo tem o momento certo para acontecer. Você chegou transformando meus tristes dias em dias repletos de alegrias tirou o vazio do meu coração e se habitou dentro dele. Quero estar com você até um momento chamado sempre e que esse sempre nunca acabe. Nunca pensei que alguém pudesse fazer com que eu me apaixonasse assim tão rápido como me apaixonei por ti. Hoje já não estou mais sozinho, tenho você ao meu lado em todos os momentos, me fazendo feliz, me dando todo amor e carinho dentro do limite que consegue expressar, e além de tudo me mostrando que posso realmente confiar em ti. Obrigado por fazer parte dos meus dias, por me fazer o homem mais feliz desse mundo. Eu te amo e é com você que quero passar todos os dias de minha vida, mesmo que isso se limite a minhas lembranças (você para sempre vivo e junto a mim em minha memória).
Tudo isso são as conjunturas de meu amor, más o que é amar? Amar é olhar para dentro de si mesmo e dizer: eu quero é viver intensamente. É sonhar com uma gota de realidade é realizar uma gota desse sonho. É estar presente até na ausência. Amar é ter em quem pensar. É uma razão que ninguém teria razão de tirar. É ser só de alguém e não deixar esse alguém só. É pensar em você tão alto ao ponto de você escutar. Amar é ir até a morte, é acordar para a realidade do sonho, é vencer através do silêncio. É ser feliz até com um pouco quando muito não é o bastante. Amar é dar anistia ao coração. É sonhar o sonho de quem sonha com você. É sentir saudade, é chegar perto da distancia. Amar é a força da razão, é quando os momentos são eternos. Amar é viver a vida em versos e o inverso...
(incompleto)
sábado, 29 de setembro de 2012
Enquanto escrevo essa carta, a brisa do oceano fica gelada na minha pele. Esse mesmo oceano logo será meu cemitério. Dizem-me que morrerei como um herói. Que a segurança e a honra do meu país será a recompensa do meu sacrifício. Rezo que estejam certos. Meu único arrependimento na vida é nunca ter lhe dito como me sinto. Queria estar em casa. Queria estar segurando sua mão. Queria estar lhe dizendo que amei você, e apenas você, desde criança. Mas não estou. Agora entendo que a morte é fácil. O amor é que é difícil. Quando meu avião mergulhar, não verei o rosto dos inimigos. Ao invés disso, verei seus olhos, como que rochas negras, congeladas com a água da chuva. Dizem que precisamos gritar “banzai” ao atingir nosso alvo. Ao invés disso, sussurrarei seu nome. E na morte, como na vida, continuarei seu para sempre. Alferes Hiroshi Takahashi – Amigo Fantasma de Enoch
Ama-me menos, mas ama-me por muito tempo. Les Vhansons D’ Amour filme com Christophe Honóre
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Concordo!
http://thesisdifficilis.blogspot.com/2008/06/mais-uma-de-amor.html
O amor é um dos temas que mais inspiram escritores por aí. E quem não gosta de ler uma boa história de amor? E sobre o amor em si esse sentimento que eu não entendo direito. O amor atinge a gente de um jeito absurdo. Muda, transforma, anima, incomoda. Tudo isso junto e muito mais. O amor lírico é o mais aclamado. A idealização do encontro, do ser amado e do felizes para sempre. Não que eu não goste, mas nunca acreditei muito nisso. Prefiro os amores viscerais. O amor afinal não vem para trazer paz nenhuma. Esquece. É desejo, pessoas misturadas, aflição, felicidade angustiada. Não saber onde acaba um e começa o outro. Carne, cheiro, gosto, gozo. Aceitação do outro, receptividade, descoberta, in-ti-mi-da-de. É, o amor é mesmo essa coisa que faz com que a gente se sinta mais vivo. Só vale a pena assim, né? Outro dia encontrei uma definição do Caio Fernando (é, ele de novo) que traduziu de forma bem cortante esses meus pensamentos sobre o amor. Aí, vai:
- Pode ser, mas... Suponhamos. Eu já vivi isso. E se realmente gostarem? Se o toque do outro de repente for bom? Bom, a palavra é essa. Se o outro for bom para você. Se te der vontade de viver. Se o cheiro do suor do outro também for bom. Se todos os cheiros do corpo do outro forem bons. O pé, no fim do dia. A boca, de manhã cedo. Bons, normais, comuns. Coisa de gente. Cheiros íntimos, secretos. Ninguém mais saberia deles se não enfiasse o nariz lá dentro, a língua lá dentro, bem dentro, no fundo das carnes, no meio dos cheiros. E se tudo isso que você acha nojento for exatamente o que chamam de amor? Quando você chega no mais íntimo, No tão íntimo, mas tão íntimo que de repente a palavra nojo não tem mais sentido. Você também tem cheiros. As pessoas têm cheiros, é natural. Os animais cheiram uns aos outros. No rabo. O que é que você queria? Rendas brancas imaculadas? Será que amor não começa quando nojo, higiene ou qualquer outra dessas palavrinhas, desculpe, você vai rir, qualquer uma dessas palavrinhas burguesas e cristãs não tiver mais nenhum sentido? Se tudo isso, se tocar no outro, se não só tolerar e aceitar a merda do outro, mas não dar importância a ela ou até gostar, porque de repente você até pode gostar, sem que isso seja necessariamente uma perversão, se tudo isso for o que chamam de amor. Amor no sentido de intimidade, de conhecimento muito, muito fundo. Da pobreza e também da nobreza do corpo do outro. Do teu próprio corpo que é igual, talvez tragicamente igual. O amor só acontece quando uma pessoa aceita que também é bicho. Se amor for a coragem de ser bicho. Se amor for a coragem da própria merda. E depois, um instante mais tarde, isso nem sequer será coragem nenhuma, porque deixou de ter importância. O que vale é ter conhecido o corpo de outra pessoa tão intimamente como você só conhece o seu próprio corpo. Porque então você se ama também.
(Caio Fernando Abreu - Pela noite)
O amor é um dos temas que mais inspiram escritores por aí. E quem não gosta de ler uma boa história de amor? E sobre o amor em si esse sentimento que eu não entendo direito. O amor atinge a gente de um jeito absurdo. Muda, transforma, anima, incomoda. Tudo isso junto e muito mais. O amor lírico é o mais aclamado. A idealização do encontro, do ser amado e do felizes para sempre. Não que eu não goste, mas nunca acreditei muito nisso. Prefiro os amores viscerais. O amor afinal não vem para trazer paz nenhuma. Esquece. É desejo, pessoas misturadas, aflição, felicidade angustiada. Não saber onde acaba um e começa o outro. Carne, cheiro, gosto, gozo. Aceitação do outro, receptividade, descoberta, in-ti-mi-da-de. É, o amor é mesmo essa coisa que faz com que a gente se sinta mais vivo. Só vale a pena assim, né? Outro dia encontrei uma definição do Caio Fernando (é, ele de novo) que traduziu de forma bem cortante esses meus pensamentos sobre o amor. Aí, vai:

- Pode ser, mas... Suponhamos. Eu já vivi isso. E se realmente gostarem? Se o toque do outro de repente for bom? Bom, a palavra é essa. Se o outro for bom para você. Se te der vontade de viver. Se o cheiro do suor do outro também for bom. Se todos os cheiros do corpo do outro forem bons. O pé, no fim do dia. A boca, de manhã cedo. Bons, normais, comuns. Coisa de gente. Cheiros íntimos, secretos. Ninguém mais saberia deles se não enfiasse o nariz lá dentro, a língua lá dentro, bem dentro, no fundo das carnes, no meio dos cheiros. E se tudo isso que você acha nojento for exatamente o que chamam de amor? Quando você chega no mais íntimo, No tão íntimo, mas tão íntimo que de repente a palavra nojo não tem mais sentido. Você também tem cheiros. As pessoas têm cheiros, é natural. Os animais cheiram uns aos outros. No rabo. O que é que você queria? Rendas brancas imaculadas? Será que amor não começa quando nojo, higiene ou qualquer outra dessas palavrinhas, desculpe, você vai rir, qualquer uma dessas palavrinhas burguesas e cristãs não tiver mais nenhum sentido? Se tudo isso, se tocar no outro, se não só tolerar e aceitar a merda do outro, mas não dar importância a ela ou até gostar, porque de repente você até pode gostar, sem que isso seja necessariamente uma perversão, se tudo isso for o que chamam de amor. Amor no sentido de intimidade, de conhecimento muito, muito fundo. Da pobreza e também da nobreza do corpo do outro. Do teu próprio corpo que é igual, talvez tragicamente igual. O amor só acontece quando uma pessoa aceita que também é bicho. Se amor for a coragem de ser bicho. Se amor for a coragem da própria merda. E depois, um instante mais tarde, isso nem sequer será coragem nenhuma, porque deixou de ter importância. O que vale é ter conhecido o corpo de outra pessoa tão intimamente como você só conhece o seu próprio corpo. Porque então você se ama também.
(Caio Fernando Abreu - Pela noite)
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Sábado, 29 de Agosto de 2009
Mostra-me!

Dentre muitas perturbações relatarei inocentemente dois sonhos de hoje. No primeiro estou acorrentado à parede com o corpo nu e olhos plenamente direcionados a cama que se apresenta a minha frente. Nela meu namorado delicia-se com quantos corpos desejar. Vejo em seu rosto a expressão de prazer com lábios mordidos, penetrações intimas e gemidos musicais. O esperma jorra farto entre eles junto às lágrimas de ciúme e vergonha que escorrem no meu rosto. Ciúmes pelo amor ideal perdido, pelo namorado que ignora meus gritos e vergonha por ver também meu pau ereto diante da traição.
Sinto-me fraco, me sinto só, me sinto ambiguamente enganado.
O segundo sonho não é fictício, ele se apresentou como verdade. É como se meu espírito flutuasse no escuro da noite rompido apenas pelas luzes de postes amarelados. Lá em cima eu vejo novamente meu namorado beijando alguém que não consigo avistar o rosto. Eu aponto gargalhando de nervoso dizendo que sabia e ele em resposta lança uma nuvem negra como se não quisesse que eu visse o que aconteceria no final.
A dúvida do resto ou de outras coisas gelam meu coração e eu caio morto no sono profundo perturbado por mais e mais pesadelos.
Estou ficando louco por ver coisas que não existem persistindo nesse sentimento insistente de coisa errada.

Dentre muitas perturbações relatarei inocentemente dois sonhos de hoje. No primeiro estou acorrentado à parede com o corpo nu e olhos plenamente direcionados a cama que se apresenta a minha frente. Nela meu namorado delicia-se com quantos corpos desejar. Vejo em seu rosto a expressão de prazer com lábios mordidos, penetrações intimas e gemidos musicais. O esperma jorra farto entre eles junto às lágrimas de ciúme e vergonha que escorrem no meu rosto. Ciúmes pelo amor ideal perdido, pelo namorado que ignora meus gritos e vergonha por ver também meu pau ereto diante da traição.
Sinto-me fraco, me sinto só, me sinto ambiguamente enganado.
O segundo sonho não é fictício, ele se apresentou como verdade. É como se meu espírito flutuasse no escuro da noite rompido apenas pelas luzes de postes amarelados. Lá em cima eu vejo novamente meu namorado beijando alguém que não consigo avistar o rosto. Eu aponto gargalhando de nervoso dizendo que sabia e ele em resposta lança uma nuvem negra como se não quisesse que eu visse o que aconteceria no final.
A dúvida do resto ou de outras coisas gelam meu coração e eu caio morto no sono profundo perturbado por mais e mais pesadelos. Estou ficando louco por ver coisas que não existem persistindo nesse sentimento insistente de coisa errada.
Sábado, 29 de Agosto de 2009
Vale a pena esse peso?
Quem me dera às palavras garantissem a segurança que por obrigação meu coração deveria dar. Olhares tortos para vultos vulgares soprando aos ouvidos promessas “falsas” de atos e fatos em desacordo com o amor.
O que é certo e verdadeiro?
Como se apropriar do mundo real e não de ilusão a qual as palavras contam tentando confortar a imaginação, quando na verdade faz o oposto e me mata lentamente. Lentamente são as lágrimas que escorrem e ressecam a vida. Lentamente eu definho em dores, vômitos e pensamentos perversos de histórias ditas por todos ilusória.
Terei eu perdido meus instintos ou quem sabe feito mal a alguém tão forte que o retorno seja a depressão, a infelicidade contrariando minha melancolia típica?
Por que os erros do passado precisam da crueldade imposta pela justiça (sistemas de valores morais somados a consciência)?
Talvez não exista ordem alguma nesse universo certo e confuso e tudo não passe de um acontecimento infeliz... Paranóias escorpianas ou alargamento do dom daquele signo que é o único a conhecer o intimo das pessoas, porém condenado a jamais se conhecer.
Crises que colocam em risco o futuro e a vida sonhada por mim. Coincidências e fatos do acaso que são irônicos e sarcásticos... Para mim a verdade é sempre melhor do que qualquer coisa. Jamais poderei concordar com: “o que os olhos não vêem o coração não sente” ou uma situação qualquer parecida com essa. Isso não é, e jamais será o melhor em meu mundo.
Teresa sempre retorna e sempre sente um cheiro que só ela compreende, é ela escrava de um amor que não pode ser explicado. E a distância... Já não sei dizer em palavras.
De certa forma um tenta cuidar do coração do outro, mas o medo do possível fode com tudo ou seriam as “ideologias” de vida que estragam a sinfonia?
Só vejo preconceitos crescerem em relação ao GLS, transtornado pelo meu pânico em mais uma vez ser traído como em tantas vezes do passado. Isso para não dizer todas, marcando a sina dessa falsa Capitu que nasceu. Nesse caso minha dúvida será eterna, pois nenhuma das partes dará seu braço a torcer. Transformando a verdade e a mentira em coisas irrelevantes por desacordo do casal.
Mesmo dessa forma eu preservo os ideais já muito utópicos de fidelidade e sinceridade absolutas como a única condição de permanência do nosso acordo. Quem me dera bastasse a promessa de que eu cuido de você e você de mim. Nada, nunca é tão simples assim.
Se o erro não foi cometido então me diga qual é o problema? Ou quem sabe, quem será o sadomasoquista que se isola e guarda a verdade apenas consigo? Não deveria ser cavalheiro e compartilhar tudo com o outro?
Talvez, como eu acredito, as coisas são como são porque assim escolhemos. Só espero que meus olhos vendados realmente apontem uma inverdade. Porque dessa forma eu terei sido injusto e você a todo o momento coerente com meus pedidos. Quanto antes às coisas se esclarecerem antes as coisas se tornam mais firmes e sinceras no sentido de forjar aquilo fundamental chamado: CUMPLICIDADE. Acreditar que o amor pode mesmo tudo, caso contrário o futuro será insustentável.
Me de um tapa pelo meu erro para que eu perca uma vida toda tentando compensar ou assuma meu desespero para que eu decida o que podemos fazer afim de ficarmos juntos sem que isso possa tornar a acontecer.
Se eu cobro tanto é para poder me sentir seguro de qual estratégia assumir em prol do meu sonho de amor eterno. Não quero mais procurar, não quero mais ser deixado. Só gostaria de ver tudo em verdade sem pudor ou barreiras do superego para finalmente dizer que sou seu e você meu. Não é, portanto a infidelidade ou a mentira que estão me destruindo, é o resultado de algo assim que impossibilita (espiritualmente/fisicamente) um poder ser plenamente do outro.
Me diz agora o que é que eu faço?
Quem me dera às palavras garantissem a segurança que por obrigação meu coração deveria dar. Olhares tortos para vultos vulgares soprando aos ouvidos promessas “falsas” de atos e fatos em desacordo com o amor. O que é certo e verdadeiro?
Como se apropriar do mundo real e não de ilusão a qual as palavras contam tentando confortar a imaginação, quando na verdade faz o oposto e me mata lentamente. Lentamente são as lágrimas que escorrem e ressecam a vida. Lentamente eu definho em dores, vômitos e pensamentos perversos de histórias ditas por todos ilusória.
Terei eu perdido meus instintos ou quem sabe feito mal a alguém tão forte que o retorno seja a depressão, a infelicidade contrariando minha melancolia típica?
Por que os erros do passado precisam da crueldade imposta pela justiça (sistemas de valores morais somados a consciência)?
Talvez não exista ordem alguma nesse universo certo e confuso e tudo não passe de um acontecimento infeliz... Paranóias escorpianas ou alargamento do dom daquele signo que é o único a conhecer o intimo das pessoas, porém condenado a jamais se conhecer.
Crises que colocam em risco o futuro e a vida sonhada por mim. Coincidências e fatos do acaso que são irônicos e sarcásticos... Para mim a verdade é sempre melhor do que qualquer coisa. Jamais poderei concordar com: “o que os olhos não vêem o coração não sente” ou uma situação qualquer parecida com essa. Isso não é, e jamais será o melhor em meu mundo.

Teresa sempre retorna e sempre sente um cheiro que só ela compreende, é ela escrava de um amor que não pode ser explicado. E a distância... Já não sei dizer em palavras.
De certa forma um tenta cuidar do coração do outro, mas o medo do possível fode com tudo ou seriam as “ideologias” de vida que estragam a sinfonia?
Só vejo preconceitos crescerem em relação ao GLS, transtornado pelo meu pânico em mais uma vez ser traído como em tantas vezes do passado. Isso para não dizer todas, marcando a sina dessa falsa Capitu que nasceu. Nesse caso minha dúvida será eterna, pois nenhuma das partes dará seu braço a torcer. Transformando a verdade e a mentira em coisas irrelevantes por desacordo do casal.
Mesmo dessa forma eu preservo os ideais já muito utópicos de fidelidade e sinceridade absolutas como a única condição de permanência do nosso acordo. Quem me dera bastasse a promessa de que eu cuido de você e você de mim. Nada, nunca é tão simples assim.
Se o erro não foi cometido então me diga qual é o problema? Ou quem sabe, quem será o sadomasoquista que se isola e guarda a verdade apenas consigo? Não deveria ser cavalheiro e compartilhar tudo com o outro?
Talvez, como eu acredito, as coisas são como são porque assim escolhemos. Só espero que meus olhos vendados realmente apontem uma inverdade. Porque dessa forma eu terei sido injusto e você a todo o momento coerente com meus pedidos. Quanto antes às coisas se esclarecerem antes as coisas se tornam mais firmes e sinceras no sentido de forjar aquilo fundamental chamado: CUMPLICIDADE. Acreditar que o amor pode mesmo tudo, caso contrário o futuro será insustentável.
Me de um tapa pelo meu erro para que eu perca uma vida toda tentando compensar ou assuma meu desespero para que eu decida o que podemos fazer afim de ficarmos juntos sem que isso possa tornar a acontecer.
Se eu cobro tanto é para poder me sentir seguro de qual estratégia assumir em prol do meu sonho de amor eterno. Não quero mais procurar, não quero mais ser deixado. Só gostaria de ver tudo em verdade sem pudor ou barreiras do superego para finalmente dizer que sou seu e você meu. Não é, portanto a infidelidade ou a mentira que estão me destruindo, é o resultado de algo assim que impossibilita (espiritualmente/fisicamente) um poder ser plenamente do outro.
Me diz agora o que é que eu faço?
Sexta-feira, 21 de Agosto de 2009
Imponderáveis

Toda noite esse desejo persistente embebido pelos seus negros cabelos nas minhas narinas embala o sono no desejo incerto. Olhos que se fecham sem querer abrir e quando se abrem desejam retornar ao sono eterno. Tão sedutora quanto à menina vida você é mais madura e bela enquanto sutilmente sussurra promessas aos meus ouvidos. Você me diz outros nomes, mas sei bem que te chamam morte.
Dançando a noite sobre meu corpo, desfila assim antíteses de um veneno cego em encerrar ao certo as batidas do coração. Tuas mãos abraçando meu pescoço, porém ainda é muito fraca para poder me estrangular separando o corpo da matéria alma. Nada mais de pensar, apenas apodrecer nesse doce romance que tanto me empolga.
Acasos involuntários do destino reto, certo e ditador. Armadilha pronta, portanto a luta está lançada entre Renan e Khydo, pesado e leve, amor e individualismos. Separados e unidos em um só fluído: lágrimas.
Não sei para que chorar lágrimas ácidas no deserto (solidão) por mim inventado?
Eu não falo aqui, as palavras se despedaçam e voam como letrinhas num esguicho em vômito. Como uma tela essa inconstância configura algo não escrito, mas sim desenhado em sensações. Talvez isso seja o surrealismo, onde o produto em expressão diz algo diferente do que mostra. Seria olhar além.
Já eu não sei para onde olho em meio a tanto sentimentos que geram angústias e incertezas. Parece, na verdade, que meu destino se torna cada vez mais certo: Burrices feitas, preços pagos.
Até quando serei escravo da insatisfação, insaciedade, infelicidade repetida. Serei escravo da necessidade moderna em ser individualista, andando apenas com minhas pernas, meu emprego, minha vida só minha?
Essa conformação existencialista que forja as relações humanas amorosas ou não da incompletude eterna do outro. Para sempre condenados a desejar, mas não obter o outro seguindo um horizonte esquizofrênico, inatingível. O inatingível é minha angustia, por que não posso compartilhar da alteridade?
Imaginação dos infernos que me acorrentou a um mundo de sonhos onde consigo enxergar mais do que as outras pessoas e ser sempre muito menos, muito menor do que qualquer um. Finalmente atingi a essência humana, vou me tornar um verme, uma bactéria me descomplexificando, devolvendo as questões a um nada.
Bom dia rapazes por que não abusam mais ainda do meu corpo, mente conjunto completo?
Já passou da hora de um asteróide cair e aniquilar a vida terrena; passou da hora de um demônio poderoso atear fogo ao paraíso; do próprio homem gerar uma bomba que coloque fim ao universo... Todos incompetentes.
Nem é raiva isso tudo, são negativos do que as palavras não podem dizer, os sentimentos não deveriam ousar traduzir e menos ainda os inteligentes conseguiriam compreender.
São lanças metálicas perfurando sem dor a minha carne de onde escorre um esperma viscoso mesclado em tons brancos e amarelado. Minha boca contorcendo-se de prazer por ver a rotina se realizando em um desejo sucessivo de masoquismo.
Seria tudo isso saudade de um imprevisto ou medo da repetição fugaz?
Por favor, peço a quem lê tão insanas declarações, por que você não ousa tentar me dominar e quando isso for atingido (se isso é possível), por que não tente possuir completamente além das conquistas que puderam ser imaginadas? [Retalhe meu corpo e me engula, não deixe para a terra o papel de me digerir. Faça você mesmo e me eternize em seu espírito humilde]
Intenso, é como eu traduzo as minhas muitas vontades/necessidades...

Toda noite esse desejo persistente embebido pelos seus negros cabelos nas minhas narinas embala o sono no desejo incerto. Olhos que se fecham sem querer abrir e quando se abrem desejam retornar ao sono eterno. Tão sedutora quanto à menina vida você é mais madura e bela enquanto sutilmente sussurra promessas aos meus ouvidos. Você me diz outros nomes, mas sei bem que te chamam morte.
Dançando a noite sobre meu corpo, desfila assim antíteses de um veneno cego em encerrar ao certo as batidas do coração. Tuas mãos abraçando meu pescoço, porém ainda é muito fraca para poder me estrangular separando o corpo da matéria alma. Nada mais de pensar, apenas apodrecer nesse doce romance que tanto me empolga.
Acasos involuntários do destino reto, certo e ditador. Armadilha pronta, portanto a luta está lançada entre Renan e Khydo, pesado e leve, amor e individualismos. Separados e unidos em um só fluído: lágrimas.
Não sei para que chorar lágrimas ácidas no deserto (solidão) por mim inventado?
Eu não falo aqui, as palavras se despedaçam e voam como letrinhas num esguicho em vômito. Como uma tela essa inconstância configura algo não escrito, mas sim desenhado em sensações. Talvez isso seja o surrealismo, onde o produto em expressão diz algo diferente do que mostra. Seria olhar além.
Já eu não sei para onde olho em meio a tanto sentimentos que geram angústias e incertezas. Parece, na verdade, que meu destino se torna cada vez mais certo: Burrices feitas, preços pagos.
Até quando serei escravo da insatisfação, insaciedade, infelicidade repetida. Serei escravo da necessidade moderna em ser individualista, andando apenas com minhas pernas, meu emprego, minha vida só minha?
Essa conformação existencialista que forja as relações humanas amorosas ou não da incompletude eterna do outro. Para sempre condenados a desejar, mas não obter o outro seguindo um horizonte esquizofrênico, inatingível. O inatingível é minha angustia, por que não posso compartilhar da alteridade?
Imaginação dos infernos que me acorrentou a um mundo de sonhos onde consigo enxergar mais do que as outras pessoas e ser sempre muito menos, muito menor do que qualquer um. Finalmente atingi a essência humana, vou me tornar um verme, uma bactéria me descomplexificando, devolvendo as questões a um nada.
Bom dia rapazes por que não abusam mais ainda do meu corpo, mente conjunto completo?
Já passou da hora de um asteróide cair e aniquilar a vida terrena; passou da hora de um demônio poderoso atear fogo ao paraíso; do próprio homem gerar uma bomba que coloque fim ao universo... Todos incompetentes.
Nem é raiva isso tudo, são negativos do que as palavras não podem dizer, os sentimentos não deveriam ousar traduzir e menos ainda os inteligentes conseguiriam compreender.
São lanças metálicas perfurando sem dor a minha carne de onde escorre um esperma viscoso mesclado em tons brancos e amarelado. Minha boca contorcendo-se de prazer por ver a rotina se realizando em um desejo sucessivo de masoquismo.
Seria tudo isso saudade de um imprevisto ou medo da repetição fugaz?
Por favor, peço a quem lê tão insanas declarações, por que você não ousa tentar me dominar e quando isso for atingido (se isso é possível), por que não tente possuir completamente além das conquistas que puderam ser imaginadas? [Retalhe meu corpo e me engula, não deixe para a terra o papel de me digerir. Faça você mesmo e me eternize em seu espírito humilde]
Intenso, é como eu traduzo as minhas muitas vontades/necessidades...
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